Passarela na Avenida Prestes Maia

24 08 2011

O MDDF, entidade que representa moradores dos núcleos habitacionais de Santo André, vem a publico para exigir e apoiar a construção de passarela na Avenida Prestes Maia entre o Núcleo Tamarutaca e o Conjunto Habitacional Prestes Maia.

Nos últimos dias vivenciamos a dor das famílias que perderam seus entes queridos de forma trágica na Avenida Prestes Maia. Ouvimos muitos moradores se perguntando por que não se evitou todo este sofrimento? Porque a Prefeitura não construiu a passarela já aprovada em emenda parlamentar de 2010? Como resposta, ouvimos da Prefeitura de Santo André rápidas promessas, dando a entender que a construção da passarela é uma demanda nova e que há boa vontade em dialogar com a população.

Entendemos ser valiosa toda ação que visa garantir a segurança dos moradores que atravessam a pista para ir ao trabalho, à escola, ao comércio e tantos outros lugares. Porém o anuncio da Prefeitura sobre a instalação de radar na Avenida Prestes Maia parece ser produzido para enganar os moradores da cidade, pois no local do acidente já existem há anos radares nos dois sentidos da via.

As centenas de pessoas que arriscam suas vidas para atravessar esta avenida o fazem porque não há alternativa. O único semáforo de pedestre existente está em frente da Fundação Santo André, a uma distância de 473 metros. Para acessá-lo é necessário atravessar duas pistas sem semáforo e passar sob um viaduto.

O MDDF acrescenta que desde o início das obras da Fundação Casa neste local o fluxo de pessoas que partem do Conjunto Prestes Maia sentido Vila Guiomar tem migrado para este ponto da Avenida Prestes Maia, uma vez que a passagem antes utilizada por centenas de moradores está parcialmente bloqueada, por conta das obras. Os acidentes nesta pista são comuns e acontecem há anos, mas é perceptível o seu aumento nos últimos meses.

O MDDF esclarece que a passarela deveria ser no mínimo, medida compensatória da Fundação Casa. Um Estudo de Impacto de Vizinhança bem elaborado e discutido com a população teria apontado para medidas mitigadoras, como a construção antecipada da passarela. Infelizmente as obras começaram sem estudo e sem mitigações dos impactos. As audiências públicas solicitadas formalmente pelo MDDF junto ao Conselho Municipal de Política Urbana (CMPU) e à Prefeitura foram desconsideradas.

As contrapartidas negociadas pela Prefeitura junto ao Estado em nada refletem os impactos da construção das unidades da Fundação Casa no bairro e tampouco na melhoria dos problemas enfrentados pelos moradores, como o risco em atravessar a Avenida Prestes Maia. Estes riscos serão maiores com a intensificação do fluxo de pedestres chegando às Unidades da Fundação Casa.

Lamentamos a tragédia ocorrida e nos juntamos aos moradores de toda a cidade para exigir ações que valorizem a vida e priorizem o pedestre.

Santo André, 24 de agosto de 2011.

MDDF Santo André.

Nota do MDDF sobre construção de Passarela Avenida Prestes Maia (pdf)

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